segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

A quase felicidade


"Meio sorriso"

Boa noite. Chegue perto. Demorou hoje! Cheguei a pensar que não viesse. Mas já que está aqui, vamos conversar. Fiquei quase feliz por algum momento. Porque hoje o dia foi bom. Saí por aí, encontrei amigos, me diverti com eles. Não é sempre que isso acontece, você sabe. Ouvi palavras gentis, pratiquei a gentileza. Dei risadas. Confesso que dei risadas até quando só queria ser gentil. Não é falsidade, é cortesia.

Conheci pessoas novas, gente que imagino que possa estar comigo em bons momentos daqui pra frente. Ou que talvez eu cumprimente por educação quando ver por aí. Pessoas que talvez eu nunca mais verei na vida, mas que me lembrarei, pelo menos por um tempo, graças ao dia de hoje. Pessoas novas. Que fascínio nos causa o desconhecido! Às vezes parece que ele guarda tudo o que sempre procuramos. Amedronta-me o medo da decepção, mais ainda o receio de decepcionar.

Gosto de passar sempre uma boa impressão para as pessoas à minha volta. Às vezes me calo, mas o silêncio, se não ajuda, tampouco atrapalha. Gosto de transmitir paz. Até quando sinto o holocausto por dentro.

Fiz hoje o que não fazia há tempos, tive bons momentos de quase felicidade. Mas não esqueci de você. Talvez por alguns instantes. Você parecia estar sempre lá. Quem sabe um dia me abandone, não é? Ah, duvido muito. Sei que, de alguma forma, sempre estará do meu lado. Talvez mais distante, mas nunca fora do meu alcance. Já ouviu aquela piada do chinês? Aquela.. Nossa, sou péssimo contando piadas. Mas você precisava ver meu amigo contando. Quase abro um sorriso, quase liberto meu riso. Quase. Porque tentei, mas não consegui te esquecer.

Ei, espere! Não terminei! Sei que é tarde, mas ainda nem coloquei os fones no ouvido. Veja só o que eu tenho aqui. Los Hermanos: "Bloco do Eu Sozinho". Vou já ouvir! Pelo visto você não vai embora agora, né?

Mas, sabe... Eu poderia estar dormindo ou assistindo TV. No entanto, faço algo que gosto, você me inspira. Escrevo um texto. E isso me acalma, não me faz sentir inútil. E é graças a você. Tenho que lhe agradecer.

Estive pensando e acho que talvez você seja responsável pelos melhores momentos de reflexão. E, sem estes momentos, nem sempre conseguimos enxergar as coisas da maneira como elas verdadeiramente são. Quando esta felicidade, que sinto às vezes, não for mais ilusão, aí lhe pedirei que me deixe de lado, ao menos por algum tempo. Mas, agora, só tenho a agradecer sua companhia.

Obrigado, tristeza.

Baseado na música "Bom dia, Tristeza", de Adoniran Barbosa e Vinicius de Moraes.

6 Comentários:

Blogger j.artur disse...

"Conheci pessoas novas, gente que imagino que possa estar comigo em bons momentos daqui pra frente. Ou que talvez eu cumprimente por educação quando ver por aí. Pessoas que talvez eu nunca mais verei na vida, mas que me lembrarei, pelo menos por um tempo, graças ao dia de hoje. Pessoas novas. Que fascínio nos causa o desconhecido! Às vezes parece que ele guarda tudo o que sempre procuramos. Amedronta-me o medo da decepção, mais ainda o receio de decepcionar."



gostei disso. ontem a noite foi boa. hauuhauhauhuha. mas era pra vc ter aproveitado mais po! ^^
fazia tempo que não dava o ar da graça por aqui, mas cá estou! ;)
já disse que sou seu fã né? ^^ haha
qualquer tempo desses, se criar coragem talvez, eu mando alguma coisa de minha autoria pra vc ler.. ^^
abração!

8 de janeiro de 2007 às 16:57  
Blogger Gabriela Oliveira disse...

gostei do texto, apesar de não ser semelhante ao meu comportamento, lendo isso so consigo imaginar uma pessoa falando com o espelho em um grau de insanidade relativamente tocante...
blog bonito

21 de abril de 2008 às 16:34  
Blogger Jéssinha disse...

Oi, td bom?
Não nos conhecemos.. pelo menos acredito que não.. cai por aqui por acaso e gostei muito do texto. Me vi nele.
Aí, assim, tipo assim.. meio que (só meio) peguei ele emprestado e coloquei no meu blog. Mas claroooo, com os dévidos créditos! =D
Tem problema? Se tiver, só avisar que a gente tira ;P
Bjo

19 de maio de 2008 às 12:11  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Thiago!
É um imenso prazer escrever-lhe.
Tenho acesso por conta da publicação de seu trabalho (e do Davi) no Blog do meu amigo Altino.
Simplesmente maravilhei-me!
Não somente pela plástica.
Mas, essencialmente, pela sensibilidade de vocês em registrar o tempo e o espaço com criatividade e postura ética.
Tenho um blog há dois meses:
www.varaldeideias.com
Penso em reproduzir, com um olhar mais filosófico, algumas partes dos trabalhos de vocês. Preciso de seu consentimento e do Davi.
No mais, gostei muito do seu espaço cibernético. Há Filosofia, estética, sensibilidade.
Aceite meus parabéns: primeiro, como professor (vocês deram uma aula!), segundo, como acreano riobranquense (vocês registraram, com uma garimpagem sensível, o crescer de nossa auto-estima). Te agradeço por tudo isso. Fico orgulhoso que existam pessoas como vocês.
Por gentileza, responda-me:
mafonsopontes@gmail.com
Um enorme abraço,

Marcos Afonso.

21 de maio de 2008 às 05:49  
Blogger Unknown disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

26 de agosto de 2008 às 07:13  
Blogger Unknown disse...

- Tá me dando vontade de pegar seu texto e dar um fim fútil.. mesmo gostando, rs, e admirando alguém ki tava lendo vinicius de moraes, inclusive vou ler o texto original tb!to pensando em colocar no orkut, kkk.. se o fizer, aviso =P
thiago, passando pra te visitar =***

Miriane

26 de agosto de 2008 às 07:17  

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